quarta-feira, 4 de julho de 2018

Os canários de Midway

Retirado do blog TIMBRADOS PANAMA
Do timbradista Ernesto Ramos.
http://timbradospanama.blogspot.com/2017/06/los-canarios-de-midway.html?m=1

Os canários de Midway

Daniel Morrison, que foi o superintendente ou gerente operacional da ilha nos anos de 1906 a 1921 adquiriu um casal de canários do S.S. Sibéria no porto de Honolulu e levou os passaros para Midway. Lá ele soltou os canarios para reproduzir em janeiro de 1910. O casal reproduziu 11 filhotes que foram mantidos em gaiolas até julho. Morrison adquiriu um outro casal de canários e após isto llibertou todos os 15. No início, os filhotes, todos de plumagem amarelo pálida, retornavam ao entardecer para ficar em suas gaiolas, mas depois de um tempo eles se acostumaram com sua nova liberdade concedida.

Esses canários começaram a nidificar em dezembro. Um casal aninhado em uma pequena árvore (casuarina) criou três filhotes nascidos aparentemente saudáveis, mas morreram poucos dias mais tarde, em uma noite de ventos fortes e temperaturas baixas.
                           Casuarina equisetifolia

Tempos depois as Canárias já tinham confeccionado vários ninhos que abrigaram um grande número de filhotes. Estes filhotes frequentemente visitavam as áreas de alimentação, dispostas em diversos pontos da pequena ilha. 

Pouco tempo depois, haviam várias familias que somavam cerca de 60 exemplares. 


Alguns desses exemplares foram soltos em outras ilhas próximas, mas sobreviveram por apenas algumas semanas.

Em 1922 a população de canários em Midway tinha ultrapassado os mil exemplares. A população manteve-se estável até 1945, quando sofreu um declínio considerável reduzindo a apenas 30 passáros devido à ratos que foram introduzidos inadvertidamente na ilha. Esta praga não só afetou os canários, mas também outras espécies de pássaros e o frágil ecossistema do local. No entanto, alguns canários sobreviveram graças à presença de casuarinas (Casuarina equisetifolia - uma árvore do Pacífico, também introduzida na a ilha e que se parece com o pinheiro canário). As casuarinas, utilizadas como quebra-vento na ilha e já desenvolvidas há uma certa altura, permitiram que o ninho das canárias fossem feitos fora do alcance dos ratos e, assim, sobreviveram.


Em 1978 todos os ratos já tinham sido eliminados e assim a população de canários voltou a crescer, sendo contados em 572 em 1999 e até 2500 exemplares em 2001.

Em 2011 ocorreu um tsunami no atol que matou centenas de milhares de aves marinhas (mais de 110.000). Na época foram contados 675 canários,  mantendo-se estável o número de individuos até o momento.

A população média de canários após mais de 100 anos de sobrevivência e obtida a partir de algumas exemplares criados em cativeiro é o único bem sucedido caso reintrodução de canário (Serinus Canaria) em outros ecossistemas.

A introdução nas Bermudas teve um sucesso parcial por vários anos, mas fracassou quando as florestas de cedro da ilha foram desmatadas.

O sucesso de sobrevida livre de canários de Midway foi cristalizado por vários factores críticos: a eliminação de predadores, a oferta de alimentos em várias áreas das ilhas, a introdução de outras espécies como a Casuarina, clima estável ao longo do ano e o empenho dos habitantes em apoiar e preservar o canário como um dos representantes emblemáticos das aves da ilha.

Outra observação importante é que, apesar de terem passado mais de 100 anos, os canários de Midway ainda retêm principalmente sua cor amarela pálida.
                          Canário de Miqway



sábado, 24 de março de 2018

Meus timbrados especiais

Hoje pela manha me peguei conversando com minha esposa sobre como somos especiais para Deus e como ele nos ama, mesmo sendo tão imperfeitos e pecadores. Para Deus não temos distinção entre ricos e pobres, bonitos e feios, negros ou amarelos. Todos somos amados do mesmo jeito.
Pensando assim comecei a refletir sobre os meus timbrados. Houve um dia que fui perguntado sobre ter canários disponíveis para venda e na oportunidade me referi a um exemplar  com uma pequena deficiência adquirida durante a criação pelos pais no ninho. Foi imediata a negação por adquirir o exemplar, mesmo tendo boas qualidades. Daí passei a não mais disponibilizar os canários especiais, pois percebi a indiferença naquele dia.
Curiosamente estes canários parecem perceber estes defeitos e acabam superando os outros em muita coisa: na cria, no canto, na saúde etc.
Aqui no Canaril Corrêa três canários adquiriram deficiências neste ano. Talvez por ter sido o ano em que mais criei filhotes e não pude me dedicar na observação das ninhadas com tanta atenção.
O primeiro deles dei o nome de Azote. O Azote ficou com a asa caída, eu acho que foi pela forma  como ele ficou no ninho, sempre deitado de lado. Ele é macho e já apresenta boas qualidades do canto floreado. O segundo timbrado é uma fêmea. Dei a ela o nome de Aleijadinha, pois tive que amputar a perna na altura da coxa. Ela teve um acidente na gaiola e perdeu a perna. É uma canaria de uma das melhores linhagens que tenho. O terceiro exemplar também é uma macho. O nome dele é Landinho. O Landinho foi abandonado no viveiro ao cair do ninho e peguei para criar. Durante o período que ficou no chão, por algum motivo infeccionou um dos dedos da pata direita e tive que fazer a amputação da primeira falange.
Todos se recuperaram e vivem bem. Talvez até levo os machos para competir no campeonato brasileiro. Landinho e Azote os meus timbrados especiais de canto Floreado. Aleijadinha uma fêmeas muito linda e especial que eu amo muito.


                                           Azote



                                          Aleijadinha


segunda-feira, 5 de março de 2018

CB - Itatiba 2018

O 67° Campeonato brasileiro de ornitologia amadora do Brasil já tem data definida e nós estaremos lá apresentando o canário de canto timbrado espanhol.

Canaril Corrêa - A casa do timbrado espanhol.