Se você quer ter um pet eu recomendo os canários. Sempre indico o canário de canto timbrado espanhol por serem exímios cantores, mas hoje quero indicar uma criação mais educativa. Para quem vai começar na criação ou para presentear uma criança. Esta é a minha dica de hoje.
Clique no link para saber
https://go.hotmart.com/F21205844M
Canário de canto Timbrado Espanhol. Pássaro canoro especialmente apreciado pela beleza de sua melodia no canto.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
domingo, 30 de dezembro de 2018
2018 o ano do primeiro titulo
Os trabalhos da criação em 2018 do carinho no manejo da criação ao reconhecimento do título. Canaril Corrêa - A casa do timbrado espanhol CAMPEÃO!
https://youtu.be/DjOJZOfV6Uw
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Os canários de Midway
Retirado do blog TIMBRADOS PANAMA
Do timbradista Ernesto Ramos.
http://timbradospanama.blogspot.com/2017/06/los-canarios-de-midway.html?m=1
Os canários de Midway
Daniel Morrison, que foi o superintendente ou gerente operacional da ilha nos anos de 1906 a 1921 adquiriu um casal de canários do S.S. Sibéria no porto de Honolulu e levou os passaros para Midway. Lá ele soltou os canarios para reproduzir em janeiro de 1910. O casal reproduziu 11 filhotes que foram mantidos em gaiolas até julho. Morrison adquiriu um outro casal de canários e após isto llibertou todos os 15. No início, os filhotes, todos de plumagem amarelo pálida, retornavam ao entardecer para ficar em suas gaiolas, mas depois de um tempo eles se acostumaram com sua nova liberdade concedida.
Esses canários começaram a nidificar em dezembro. Um casal aninhado em uma pequena árvore (casuarina) criou três filhotes nascidos aparentemente saudáveis, mas morreram poucos dias mais tarde, em uma noite de ventos fortes e temperaturas baixas.
Casuarina equisetifolia
Tempos depois as Canárias já tinham confeccionado vários ninhos que abrigaram um grande número de filhotes. Estes filhotes frequentemente visitavam as áreas de alimentação, dispostas em diversos pontos da pequena ilha.
Pouco tempo depois, haviam várias familias que somavam cerca de 60 exemplares.
Alguns desses exemplares foram soltos em outras ilhas próximas, mas sobreviveram por apenas algumas semanas.
Em 1922 a população de canários em Midway tinha ultrapassado os mil exemplares. A população manteve-se estável até 1945, quando sofreu um declínio considerável reduzindo a apenas 30 passáros devido à ratos que foram introduzidos inadvertidamente na ilha. Esta praga não só afetou os canários, mas também outras espécies de pássaros e o frágil ecossistema do local. No entanto, alguns canários sobreviveram graças à presença de casuarinas (Casuarina equisetifolia - uma árvore do Pacífico, também introduzida na a ilha e que se parece com o pinheiro canário). As casuarinas, utilizadas como quebra-vento na ilha e já desenvolvidas há uma certa altura, permitiram que o ninho das canárias fossem feitos fora do alcance dos ratos e, assim, sobreviveram.
Em 1978 todos os ratos já tinham sido eliminados e assim a população de canários voltou a crescer, sendo contados em 572 em 1999 e até 2500 exemplares em 2001.
Em 2011 ocorreu um tsunami no atol que matou centenas de milhares de aves marinhas (mais de 110.000). Na época foram contados 675 canários, mantendo-se estável o número de individuos até o momento.
A população média de canários após mais de 100 anos de sobrevivência e obtida a partir de algumas exemplares criados em cativeiro é o único bem sucedido caso reintrodução de canário (Serinus Canaria) em outros ecossistemas.
A introdução nas Bermudas teve um sucesso parcial por vários anos, mas fracassou quando as florestas de cedro da ilha foram desmatadas.
O sucesso de sobrevida livre de canários de Midway foi cristalizado por vários factores críticos: a eliminação de predadores, a oferta de alimentos em várias áreas das ilhas, a introdução de outras espécies como a Casuarina, clima estável ao longo do ano e o empenho dos habitantes em apoiar e preservar o canário como um dos representantes emblemáticos das aves da ilha.
Outra observação importante é que, apesar de terem passado mais de 100 anos, os canários de Midway ainda retêm principalmente sua cor amarela pálida.
sábado, 24 de março de 2018
Meus timbrados especiais
Hoje pela manha me peguei conversando com minha esposa sobre como somos especiais para Deus e como ele nos ama, mesmo sendo tão imperfeitos e pecadores. Para Deus não temos distinção entre ricos e pobres, bonitos e feios, negros ou amarelos. Todos somos amados do mesmo jeito.
Pensando assim comecei a refletir sobre os meus timbrados. Houve um dia que fui perguntado sobre ter canários disponíveis para venda e na oportunidade me referi a um exemplar com uma pequena deficiência adquirida durante a criação pelos pais no ninho. Foi imediata a negação por adquirir o exemplar, mesmo tendo boas qualidades. Daí passei a não mais disponibilizar os canários especiais, pois percebi a indiferença naquele dia.
Curiosamente estes canários parecem perceber estes defeitos e acabam superando os outros em muita coisa: na cria, no canto, na saúde etc.
Aqui no Canaril Corrêa três canários adquiriram deficiências neste ano. Talvez por ter sido o ano em que mais criei filhotes e não pude me dedicar na observação das ninhadas com tanta atenção.
O primeiro deles dei o nome de Azote. O Azote ficou com a asa caída, eu acho que foi pela forma como ele ficou no ninho, sempre deitado de lado. Ele é macho e já apresenta boas qualidades do canto floreado. O segundo timbrado é uma fêmea. Dei a ela o nome de Aleijadinha, pois tive que amputar a perna na altura da coxa. Ela teve um acidente na gaiola e perdeu a perna. É uma canaria de uma das melhores linhagens que tenho. O terceiro exemplar também é uma macho. O nome dele é Landinho. O Landinho foi abandonado no viveiro ao cair do ninho e peguei para criar. Durante o período que ficou no chão, por algum motivo infeccionou um dos dedos da pata direita e tive que fazer a amputação da primeira falange.
Todos se recuperaram e vivem bem. Talvez até levo os machos para competir no campeonato brasileiro. Landinho e Azote os meus timbrados especiais de canto Floreado. Aleijadinha uma fêmeas muito linda e especial que eu amo muito.
Azote
Aleijadinha
Pensando assim comecei a refletir sobre os meus timbrados. Houve um dia que fui perguntado sobre ter canários disponíveis para venda e na oportunidade me referi a um exemplar com uma pequena deficiência adquirida durante a criação pelos pais no ninho. Foi imediata a negação por adquirir o exemplar, mesmo tendo boas qualidades. Daí passei a não mais disponibilizar os canários especiais, pois percebi a indiferença naquele dia.
Curiosamente estes canários parecem perceber estes defeitos e acabam superando os outros em muita coisa: na cria, no canto, na saúde etc.
Aqui no Canaril Corrêa três canários adquiriram deficiências neste ano. Talvez por ter sido o ano em que mais criei filhotes e não pude me dedicar na observação das ninhadas com tanta atenção.
O primeiro deles dei o nome de Azote. O Azote ficou com a asa caída, eu acho que foi pela forma como ele ficou no ninho, sempre deitado de lado. Ele é macho e já apresenta boas qualidades do canto floreado. O segundo timbrado é uma fêmea. Dei a ela o nome de Aleijadinha, pois tive que amputar a perna na altura da coxa. Ela teve um acidente na gaiola e perdeu a perna. É uma canaria de uma das melhores linhagens que tenho. O terceiro exemplar também é uma macho. O nome dele é Landinho. O Landinho foi abandonado no viveiro ao cair do ninho e peguei para criar. Durante o período que ficou no chão, por algum motivo infeccionou um dos dedos da pata direita e tive que fazer a amputação da primeira falange.
Todos se recuperaram e vivem bem. Talvez até levo os machos para competir no campeonato brasileiro. Landinho e Azote os meus timbrados especiais de canto Floreado. Aleijadinha uma fêmeas muito linda e especial que eu amo muito.
Azote
Aleijadinha
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Betim, MG, Brasil
segunda-feira, 5 de março de 2018
CB - Itatiba 2018
O 67° Campeonato brasileiro de ornitologia amadora do Brasil já tem data definida e nós estaremos lá apresentando o canário de canto timbrado espanhol.
Canaril Corrêa - A casa do timbrado espanhol.
Canaril Corrêa - A casa do timbrado espanhol.
sábado, 3 de março de 2018
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Automação do Canaril Corrêa
Em 2016 resolvi mudar de residência e procurar uma casa onde pudesse ampliar e profissionalizar um pouco mais a minha criação de timbrados. Com a mudança, defini minha estratégia de criação.
Construí o viveiro externo para filhotes e matrizes nas fazes de muda e descanso e também separei o ambiente do canaril para o manejo de exemplares durante o período de cria e preparação de filhotes durante o treinamento de canto.
Repasse de canto no viveiro externo
Repasse de canto no canaril
Com a instalação dos pássaros no novo canaril percebi a necessidade de melhorias no ambiente de criação, visto que o canaril recebia pouca iluminação solar.
Com a entrada do período de cria em julho de 2017 procurei um amigo que trabalha com projetos de automação e falamos sobre o assunto. O Guilherme também é criador e entendeu bem a minha ideia.
Após conversarmos demos início ao projeto de automação do Canaril Corrêa. O que eu queria era controlar a ventilação, de forma a realizar uma boa troca de ar e que mantivesse o ambiente sempre agradável. Para isto comprei e instalei um exaustor de ar com capacidade adequada ao meu ambiente. Outro propósito meu era controlar a iluminação, garantindo a claridade de até 14h por dia, para que os filhotes fossem bem alimentados antes do anoitecer. Para a iluminação foi planejado a instalação de fitas de led, que dão o efeito de amanhecer quando ligadas e entardecer quando são desligadas. Tudo programado na central para acontecer de forma automática e o mais natural possível.
Por último também especifiquei a central para controlar a umidade do ambiente, visto que em determinadas épocas do ano o clima fica muito seco. Principalmente no período de cria, quando a umidade controlada favorece a eclosão dos ovos.
Também resolvi deixar uma saída para ligar o aparelho de som e um interruptor para a lâmpada de visita.
Com a especificação da central o Guilherme montou e instalou o equipamento no meu canaril.
Funcionando já há algum tempo, estou bem mais tranquilo agora.
A automação do meu canaril, facilitou o manejo e melhorou a qualidade de vida dos pássaros.
Funcionamento da central:
Som: liga às 06:00 e desliga às 20:00.
Iluminação (LEDs): liga em 10% às 15:00, atingindo 100% às 15:30 e desligada gradativamente a partir de 19:30, finalizando em 100% às 20:00.
Exaustor: funciona entre 01 e 23h, funcionando 30 minutos a cada hora.
Umidificador: A central monitora a umidade no canaril e mantem o ambiente entre 60 e 65% de umidade. O umidificador é ligado sempre que a umidade está abaixo de 60%.
Todas estas programações são informadas no painel, além da hora certa e data.
Guilherme apresentando a central instalada.
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Local:
Betim, MG, Brasil
sábado, 20 de janeiro de 2018
TIMBRADOS ASSILVESTRADOS
Nesta primeira postagem de 2018 quero compartilhar com vocês uma experiência muito legal no meu Canaril (Canaril Corrêa).
Aqueles que me seguem sabem que a minha grande paixão pelos canários vai além de criar em gaiolas.
Tenho um grande prazer ao ver estes pássaros voando em espaços maiores. Sempre quis proporcionar a eles ambientes espaçosos e o mais natural possível.
Foi pensando assim que construí um viveiro bem grande aqui em casa e neste viveiro soltei alguns exemplares. Pensei no viveiro para uma experiência de rusticidade e qualidade de vida para os timbrados e os resultados foram além das expectativas. Ao longo de dois anos no viveiro vi uma evolução muito interessante. Os canários me parecem mais fortes, alegres, com um instinto bem mais aguçado e o tempo todo em atividade. Mesmo em um ambiente com possibilidade de sol forte, chuva e correntes de ar, não adoecem e se protegem perfeitamente das intempéries. Já há bem tempo deixei de tratar meus canários com medicamentos químicos. Se apresentam alguma enfermidade deixo a natureza cuidar e assim prevalecem apenas os mais fortes. Se curam vão adquirindo sua resistência. Minhas perdas são quase zero. Em dois anos de
viveiro perdi apenas uns três adultos. Estou hoje com uns quarenta exemplares no viveiro. É a maior festa. Talvez algum criador profissional possa questionar e criticar minhas ideias, mas crio apenas pelo prazer de vê-los voando e cantando naturalmente. Todo o meu trabalho com a criação eu minimizo. No canaril tudo que é possível automatizar eu fiz. No viveiro eles vivem "livres" e por lá deixo tudo o mais natural possível.
Mas nem tudo é alegria. A natalidade de filhotes no viveiro é menor é o desenvolvimento deles é completamente diferente. A diferença começa na choca. Não temos qualquer controle de dia que começam a chocar e não é possível ficar substituindo ovos. Chocam naturalmente e só sobrevivem os mais fortes. A média de sobrevivência é de apenas dois filhotes por cria e muitas vezes apenas um filhote. E não é somente isto, os filhotes demoram muito mais para emancipar. Em até 50 dias do nascimento. Mesmo já comendo sozinho ficam atrás do pai e se alimentando com ele. Demoram muito a crescer. Ao atingirem a independência adquirem um padrão diferente do que conhecemos. Ficam menores, muito ariscos, olhos alertas e "esbugalhados". Se camuflam perfeitamente entre os arbustos e galhos secos e quando no ninho ficam em silêncio total ao entramos no viveiro. Outro ponto muito incomum quando comparamos com os canários criados em gaiola é que quando mexemos com o ninho eles saem e não voltam e nem ficam mais nele. Se tentamos colocá-los novamente, eles saem assim que nos afastamos.
Nesta temporada de 2017, escaparam uns 10 nascidos no viveiro. Todos verdes. A estes estou chamando de timbrados assilvestrados. É uma nova geração de timbrados no meu Canaril. Nascidos em viveiro grande e que não conhecem gaiola. Desta nova geração reproduzirei com eles soltos no viveiro e quero acompanhar sua evolução em ambiente assim.
O projeto inicial do viveiro era servir como voadeira para filhotes nascidos no canaril e local de descanso aos adultos. Para isto está me servindo muito bem. Este ano anilhei uns 60 canários e entre filhotes e adultos devem ter uns 40 pássaros no viveiro, sendo a maioria deles filhotes.
A unica coisa que ainda não percebi foi mudança na alimentação. Continuo fornecendo sementes e extrusada e eles mantem a alimentação destes dois alimentos com preferência para as sementes. Também se alimentam de frutas verduras e legumes fornecidos. Gostam também de se alimentarem de folhas das plantas no viveiro (folhas de goiaba, amora, mamão, romã entre outras). Ainda não percebi se estão se alimentando de insetos ou larvas, apesar de gostarem de se alimentar no chão e de fazerem muito isto quando chove ou quando rego as plantas.
Acho que ainda é cedo para falar sobre os resultados de rusticidade, mas as poucas perdas vão mostrando ser um mito dizer que canários domésticos não podem ficar expostos em ambientes abertos e em contato com a terra. A verdade é que me parecem muito resistentes e sabem se proteger muito bem das intempéries. E são muito mais resistentes a doenças do que pensamos. Sinto que não é o ambiente, mas a condição e qualidade de vida que definem a sua saúde. Em uma gaiola pequena não podem se se proteger. Em gaiolas fica difícil buscar abrigo quando expostos a condições agressivas.
Penso que em breve, talvez não crie mais em gaiolas, mas apenas em viveiros.
Luciano D.Corrêa
Canaril Corrêa
Aqueles que me seguem sabem que a minha grande paixão pelos canários vai além de criar em gaiolas.
Tenho um grande prazer ao ver estes pássaros voando em espaços maiores. Sempre quis proporcionar a eles ambientes espaçosos e o mais natural possível.
Foi pensando assim que construí um viveiro bem grande aqui em casa e neste viveiro soltei alguns exemplares. Pensei no viveiro para uma experiência de rusticidade e qualidade de vida para os timbrados e os resultados foram além das expectativas. Ao longo de dois anos no viveiro vi uma evolução muito interessante. Os canários me parecem mais fortes, alegres, com um instinto bem mais aguçado e o tempo todo em atividade. Mesmo em um ambiente com possibilidade de sol forte, chuva e correntes de ar, não adoecem e se protegem perfeitamente das intempéries. Já há bem tempo deixei de tratar meus canários com medicamentos químicos. Se apresentam alguma enfermidade deixo a natureza cuidar e assim prevalecem apenas os mais fortes. Se curam vão adquirindo sua resistência. Minhas perdas são quase zero. Em dois anos de
viveiro perdi apenas uns três adultos. Estou hoje com uns quarenta exemplares no viveiro. É a maior festa. Talvez algum criador profissional possa questionar e criticar minhas ideias, mas crio apenas pelo prazer de vê-los voando e cantando naturalmente. Todo o meu trabalho com a criação eu minimizo. No canaril tudo que é possível automatizar eu fiz. No viveiro eles vivem "livres" e por lá deixo tudo o mais natural possível.
Mas nem tudo é alegria. A natalidade de filhotes no viveiro é menor é o desenvolvimento deles é completamente diferente. A diferença começa na choca. Não temos qualquer controle de dia que começam a chocar e não é possível ficar substituindo ovos. Chocam naturalmente e só sobrevivem os mais fortes. A média de sobrevivência é de apenas dois filhotes por cria e muitas vezes apenas um filhote. E não é somente isto, os filhotes demoram muito mais para emancipar. Em até 50 dias do nascimento. Mesmo já comendo sozinho ficam atrás do pai e se alimentando com ele. Demoram muito a crescer. Ao atingirem a independência adquirem um padrão diferente do que conhecemos. Ficam menores, muito ariscos, olhos alertas e "esbugalhados". Se camuflam perfeitamente entre os arbustos e galhos secos e quando no ninho ficam em silêncio total ao entramos no viveiro. Outro ponto muito incomum quando comparamos com os canários criados em gaiola é que quando mexemos com o ninho eles saem e não voltam e nem ficam mais nele. Se tentamos colocá-los novamente, eles saem assim que nos afastamos.
Nesta temporada de 2017, escaparam uns 10 nascidos no viveiro. Todos verdes. A estes estou chamando de timbrados assilvestrados. É uma nova geração de timbrados no meu Canaril. Nascidos em viveiro grande e que não conhecem gaiola. Desta nova geração reproduzirei com eles soltos no viveiro e quero acompanhar sua evolução em ambiente assim.
O projeto inicial do viveiro era servir como voadeira para filhotes nascidos no canaril e local de descanso aos adultos. Para isto está me servindo muito bem. Este ano anilhei uns 60 canários e entre filhotes e adultos devem ter uns 40 pássaros no viveiro, sendo a maioria deles filhotes.
A unica coisa que ainda não percebi foi mudança na alimentação. Continuo fornecendo sementes e extrusada e eles mantem a alimentação destes dois alimentos com preferência para as sementes. Também se alimentam de frutas verduras e legumes fornecidos. Gostam também de se alimentarem de folhas das plantas no viveiro (folhas de goiaba, amora, mamão, romã entre outras). Ainda não percebi se estão se alimentando de insetos ou larvas, apesar de gostarem de se alimentar no chão e de fazerem muito isto quando chove ou quando rego as plantas.
Acho que ainda é cedo para falar sobre os resultados de rusticidade, mas as poucas perdas vão mostrando ser um mito dizer que canários domésticos não podem ficar expostos em ambientes abertos e em contato com a terra. A verdade é que me parecem muito resistentes e sabem se proteger muito bem das intempéries. E são muito mais resistentes a doenças do que pensamos. Sinto que não é o ambiente, mas a condição e qualidade de vida que definem a sua saúde. Em uma gaiola pequena não podem se se proteger. Em gaiolas fica difícil buscar abrigo quando expostos a condições agressivas.
Penso que em breve, talvez não crie mais em gaiolas, mas apenas em viveiros.
Luciano D.Corrêa
Canaril Corrêa
domingo, 31 de dezembro de 2017
domingo, 11 de junho de 2017
Timbrados 2016 - Canaril Corrêa
Como tenho sempre postado aqui, a cada ano a criação dos canários de canto tem sido uma surpresa para mim. Em 2016 tive a maior criação desde que comecei a criar canários. Foram 45 filhotes, sendo que uns 20 foram machos. Após a entrega das reservas que havia recebido fiquei com umas 10 matrizes e iniciei os treinamentos nas gaiolas de canto em meados de maio. Agora começaram a aparecer os primeiros resultados.
Este ano de criação foi novo para mim, pois resolvi realizar a criação de modo diferente à do ano anterior. Todos os meus filhotes nascidos em 2016 foram separados dos pais aos 30 dias de vida, colocados em voadeiras e isolados por cria e família. Este manejo ajudou a identificar melhor as variações de canto e a evitar a cópia entre os exemplares. Isto adicionado ao isolamento acústico e visual.
Os canários puderam durante todo o ano desenvolver o seu canto natural e de forma única, sem maestros ou meios eletrônicos.
Os canários puderam durante todo o ano desenvolver o seu canto natural e de forma única, sem maestros ou meios eletrônicos.
A surpresa tem sido grande e boa. Consegui apurar duas linhagens de canto bem definidas e agora o próximo passo é ver como os exemplares serão pontuados no código de canto.
Para 2017 me preparo para tirar 100 filhotes. Pretendo explorar ao máximo o canaril e usar também o viveiro que tem sido uma outra grande experiência para mim.
Canaril Corrêa - A casa do timbrado espanhol
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sexta-feira, 26 de maio de 2017
Algumas fotos tiradas no viveiro externo
É incrível vermos os pássaros livres no seu habitat natural! Já expressei aqui que amo ver e viver a natureza, por mais simples que ela seja. Me sinto revigorado apenas por estar em um jardim junto às árvores e flores, na companhia dos pássaros. Foi pensando assim que resolvi fazer meu pequeno espaço verde para os timbrados. Meus canários de canto timbrado espanhol tem vivido num perfeito oásis para eles. Banho de fonte, natureza e muito espaço para os voos da alvorada. O espaço também é um refúgio para mim, que quando estou presente não vejo o tempo passar.
Nesta época de maio os machos estão recolhidos no canaril para desenvolvimento do canto e preparação para o julgamento. Neste ano teremos nosso primeiro campeonato de canto dos timbrados no Brasil. Assim as fêmeas da temporada que a oito meses estão soltas no viveiro, fazem a festa e dominam todo o espaço.
Está fazendo um ano que decidi construir o viveiro e como era uma dúvida se os timbrados se adaptariam na condição de exposição a um ambiente natural, posso dizer hoje que estou pronto para soltar muito mais canários. Este ano pretendo aumentar a criação e realizar a soltura de grande parte deles no viveiro externo para desenvolvimento.
Algumas fotos dos canários no viveiro externo:
Nesta época de maio os machos estão recolhidos no canaril para desenvolvimento do canto e preparação para o julgamento. Neste ano teremos nosso primeiro campeonato de canto dos timbrados no Brasil. Assim as fêmeas da temporada que a oito meses estão soltas no viveiro, fazem a festa e dominam todo o espaço.
Está fazendo um ano que decidi construir o viveiro e como era uma dúvida se os timbrados se adaptariam na condição de exposição a um ambiente natural, posso dizer hoje que estou pronto para soltar muito mais canários. Este ano pretendo aumentar a criação e realizar a soltura de grande parte deles no viveiro externo para desenvolvimento.
Algumas fotos dos canários no viveiro externo:
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Você entendi o comportamento dos seus canários?
Para termos êxito em alguma coisa é preciso nos dedicarmos
com afinco ao trabalho desenvolvido e procurar fazer o melhor.
Na criação de canários não é nada diferente e as vezes os
amigos que não são criadores se espantam quando eu digo que fico horas
observando meus pássaros para poder definir manejo, marcação etc. É claro que
como esta não é minha atividade principal, não posso fazer isto todos os dias,
mas é uma pena, pois é uma atividade que nos gera um grande prazer.
Todo criador observa seus pássaros, mas será que todos
conhecem e conseguem entende-los. Compreender quando estão doentes, com frio,
calor, acuados ou tranquilos? Estas e outras posturas são importantes para
podermos definir qual a melhor ação a ser tomada.
Nem sempre conseguimos entender tudo isto. No caso de
canários de canto ainda temos que compreender quando estão prontos para cada
etapa da técnica de cria, pois isto definirá o percentual de acertos e erros na
apresentação final do canário.
Mas quando não conseguirmos entender algum sintoma ou
comportamento dos nossos canários, uma boa dica é sempre nos recorrermos a um
amigo criador mais experiente. Com certeza ele poderá ajudar.
Foi pensando nisto que resolvi traduzir o artigo abaixo.
Nele encontramos alguns comportamentos e o que nossos canários expressam com eles.
Os textos entre parênteses são considerações minhas,
resultado da experiência na criação dos timbrados.
No final do texto o leitor poderá ter acesso ao endereço do
artigo na linguagem original.
São comportamentos comuns dos canários:
1.
O canário permanece apoiado apenas em uma perna:
O canário está confortável e relaxado. (Esta postura pode também indicar que o
canário está com alguma lesão cutânea).
2.
O canário posiciona as asas meio estendidas e abertas
para baixo: Postura para diminuir a sua temperatura corpórea. Pode também ser indicativo
de agressividade.
3.
O canário com bico aberto: Sinal de
agressividade e luta, se mantem asas e bico abertos simultaneamente. Pode
também indicar necessidade de redução da temperatura do corpo ou doença
respiratória quando apresentar apenas o bico aberto.
4.
O canário posiciona a cabeça sob a asa: Posição
de dormir. Também pode ser indicativo de doença em estado grave.
5.
O canário apresenta a plumagem levantada em forma
de uma bola: É indicativo de doença e adota a posição para manter a temperatura
do corpo. (Pode apenas indicar que o canário está com frio e a posição ajuda a
manter a temperatura corpórea). Também realiza está ação ao se banhar e
proceder a secagem das plumas.
6.
O canário estica uma asa e uma perna de cada
vez: Estado de relaxamento.
7.
O canário abaixa cabeça (posição arqueada): Sinal
de submissão a outro canário no mesmo ambiente. Há harmonia entre eles.
8.
Um canário limpa o outro e tocam os bicos: Ambos
estão alegres e desfrutam da harmonia entre eles.
9.
O canário adere a plumagem ao corpo: Sinal de
medo se o comportamento é acompanhado de uma sequência de piados “piiii piiii
piiii”.
O canário canta para se comunicar, indicar sua presença,
para afastar rivais, para chamar os componentes de um grupo, para atrair a
fêmea e amenizar os dias de incubação. Também canta no momento do acasalamento,
enquanto a fêmea faz o ninho, quando está botando ou chocando.
Se o macho cantar enquanto a fêmea faz o ninho e durante a
postura, ela terminará o ninho mais rápido e a postura será maior.
Fonte original em espanhol:
terça-feira, 28 de março de 2017
Qual a sua opinião sobre o canário de canto timbrado espanhol?
CLIQUE NA IMAGEM PARA ACESSAR A PESQUISA
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domingo, 12 de março de 2017
Repasse de canto do timbrado espanhol
Este ano teremos no Brasil nosso primeiro julgamento dos timbrados. Estamos todos ansiosos por apresentarmos nossos canários. Com certeza será um grande marco para a canaricultura de canto no Brasil. O timbrado espanhol está ocupando o seu lugar e brevemente seremos conhecidos como o Pais que adotou o timbrado e fez dele o nosso canário de canto. O timbrado espanhol tem no canto o gosto do brasileiro; é alegre, tem os que cantam mais alto, intermediário e os que são descontínuo. Todos apresentam melodias alegres e diversificadas. Cada um poderá escolher o que mais lhe agrada.
No Canaril Corrêa nos orgulhamos de ser a casa do timbrado espanhol e estamos certos de que o canário de canto vai conquistar você.
Acompanhe aqui no Canaril Corrêa a evolução dos timbrados: cria, evolução do canto, repasse do canto, treinamento e apresentações.
Este ano estamos apostando na criação genética. Todos os filhotes machos foram separados por cria e por família e estão isolados desde os ovos, quando o pai saiu do canaril, deixando a criação apenas com a fêmea. adotamos música clássica, ambiente com controle de luminosidade, temperatura e circulação de ar. Cuidamos para que a limpeza e a alimentação também fosse segundo às melhores práticas.
Canaril Corrêa a casa do timbrado espanhol!
No Canaril Corrêa nos orgulhamos de ser a casa do timbrado espanhol e estamos certos de que o canário de canto vai conquistar você.
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Este ano estamos apostando na criação genética. Todos os filhotes machos foram separados por cria e por família e estão isolados desde os ovos, quando o pai saiu do canaril, deixando a criação apenas com a fêmea. adotamos música clássica, ambiente com controle de luminosidade, temperatura e circulação de ar. Cuidamos para que a limpeza e a alimentação também fosse segundo às melhores práticas.
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sábado, 22 de outubro de 2016
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